Minerar bitcoin | quanto tempo para minerar 1 bitcoin, quanto rende a máquina, conta de luz, pelo celular
Dá para minerar bitcoin pelo celular? Uma máquina de minerar se paga no Brasil? São as duas perguntas que mais aparecem quando o assunto é mineração. Com a tarifa média de luz do país, a resposta para as duas é não. Mas a conta tem poucas peças, e dá para refazer com a sua tarifa em poucos minutos.
Para não responder no chute, medi. Coloquei o meu PC para fazer o mesmo cálculo das máquinas de mineração e contei quantos palpites por segundo ele dá. Depois li nos dados públicos da rede do bitcoin a dificuldade, as recompensas e um ano inteiro de blocos achados pelos pools. Com isso calculei quanto rende cada máquina e quanto custa a luz dela aqui.
Tópicos (13)
Vale a pena minerar bitcoin em casa no Brasil?Mineração de bitcoin: como funciona por dentroDe onde vem o dinheiro do mineradorÉ possível minerar bitcoin pelo celular?Minerar bitcoin no PC: medi no meu computadorMáquina de minerar bitcoin: S19, S21 e as miniQuanto rende uma máquina de minerar bitcoin por mêsQuanto custa minerar 1 bitcoin no BrasilEnergia solar ou luz do Paraguai mudam a conta?Pool de mineração ou mineração solo?Mineração em nuvem é confiável?Por que a mesma máquina rende menos a cada anoMinha opinião
Ver em tamanho maior ↗Vale a pena minerar bitcoin em casa no Brasil?
Com a tarifa média de luz do Brasil, não vale. Fiz a conta com uma Antminer S21, uma máquina feita só para minerar bitcoin. Ligada o mês inteiro, ela gasta 2.520 kWh. Só a luz desse consumo custa R$ 2.321. O bitcoin que ela minera no mesmo mês vale uns R$ 1.251.
Ou seja, faltam R$ 1.070 todo mês. Com a bandeira vermelha 2, a diferença sobe para R$ 1.269. A tabela usa a dificuldade da rede e o preço do bitcoin de 27 de setembro de 2026, às 01h03 no horário de Brasília.
| Antminer S21, um mês ligada | Bandeira verde | Bandeira vermelha 2 |
|---|---|---|
| Consumo no mês | 2.520 kWh | 2.520 kWh |
| Tarifa por kWh (média com impostos) | R$ 0,921 | R$ 1,00 |
| Conta de luz da máquina | R$ 2.321 | R$ 2.519 |
| Bitcoin minerado no mês | 286.110 sats (R$ 1.251) | 286.110 sats (R$ 1.251) |
| Resultado do mês | −R$ 1.070 | −R$ 1.269 |
A tarifa de R$ 0,921 por kWh é a média das contas residenciais do Brasil com impostos. O número é do site GlobalPetrolPrices, levantado em dezembro de 2025. A sua pode ser bem diferente. Pegue a última conta de luz e divida o total em reais pelos kWh do mês. Esse é o seu preço de verdade.
E quando a conta fecha? A mesma S21 só empata com a luz se o kWh custar menos de R$ 0,50. Isso é pouco mais da metade da média do país. Quem paga isso ou menos (ou tem sobra de energia solar) entra em outra conta. E ainda falta pagar a máquina.
Tem também o lado prático. A S21 puxa 3.500 W sem parar, precisa de tomada de 220 V e esquenta o cômodo onde fica. Não é um aparelho que se esquece ligado num canto da sala.
Tudo aqui sai de medição própria ou de documento oficial. Rodei o cálculo da mineração no meu PC (um Intel Core i5-11400) e contei quantos palpites por segundo ele faz. Na API pública do mempool.space li a dificuldade, as recompensas dos últimos 1.008 blocos e um ano inteiro de blocos por pool. O que eu não medi, eu aviso.
CRYPTONAKTACadastre-se com vantagem →Link de afiliadoMineração de bitcoin: como funciona por dentro
Minerar bitcoin é tentar adivinhar um número. Não existe equação esperta para resolver. A máquina chuta, confere o resultado e chuta de novo. São trilhões de vezes por segundo. Quem chuta mais rápido acerta mais vezes.
Cada rodada começa pelas transações que estão esperando na fila. O minerador escolhe um punhado delas e monta um bloco candidato. Depois resume esse bloco num cabeçalho do bloco, um pacote de só 80 bytes.
O cabeçalho tem seis campos. Vão ali a versão, o hash do bloco anterior e um resumo de todas as transações escolhidas. Completam a lista a hora, o alvo da rede e o nonce. O nonce é um número de 32 bits que o minerador pode trocar à vontade. Ele existe só para isso.
O cabeçalho passa duas vezes pela função SHA-256. O que sai é o hash, um número gigante que muda por completo se um único detalhe da entrada mudar. Se esse número for menor que o alvo, o bloco foi encontrado. Se não for, a máquina troca o nonce e tenta de novo.
O nonce tem uns 4,3 bilhões de valores possíveis. Parece muito, mas a S21 testa todos em uns 21 milionésimos de segundo. Quando acaba, ela muda outro detalhe do bloco e começa a volta seguinte. O meu PC leva uns 29 minutos para passar uma única vez por todos os valores do nonce.
A velocidade com que uma máquina chuta se chama taxa de hash, o famoso hashrate. Ela é medida em hashes por segundo. Um TH/s é um trilhão de palpites por segundo. A rede inteira é medida em EH/s, e um EH/s é um quintilhão de palpites por segundo.
Conferir é rápido. Quando um minerador anuncia um bloco, os nós da rede calculam o hash dele uma vez só. Os nós são os computadores que guardam uma cópia do blockchain e checam as regras. Se o resultado ficar abaixo do alvo, o bloco é aceito. Achar custa trilhões de tentativas. Conferir custa uma.
Ninguém consegue fingir que minerou, porque a conta se confere em um instante. Se quiser o quadro geral do sistema antes de seguir, tenho um guia sobre o que é bitcoin.
De onde vem o dinheiro do minerador
Quem acha o bloco leva a recompensa do bloco. Ela tem duas partes. A primeira são moedas novas, criadas ali mesmo pelas regras do bitcoin. A segunda são as taxas que as pessoas pagaram para ter as suas transações incluídas.
Hoje quase tudo vem da primeira parte. A recompensa média dos últimos 1.008 blocos até 27/09/2026 foi de 3,1468 BTC por bloco. Desse total, as moedas novas eram 3,125 BTC. As taxas somaram só 0,0218 BTC. Isso dá 0,69% da recompensa.
O bitcoin se divide em pedaços bem pequenos. O menor deles é o satoshi (ou sat), que vale um centésimo de milionésimo de bitcoin. Um bitcoin tem 100 milhões de satoshis. Neste texto eu conto em satoshis, porque os valores da mineração caseira são pequenos demais para contar em bitcoin.
A rede quer um bloco a cada 10 minutos, em média. Para manter esse ritmo existe a dificuldade. Ela define o quanto o alvo é baixo. Quanto mais baixo o alvo, mais difícil acertar. A cada 2.016 blocos (mais ou menos duas semanas) a rede olha quanto tempo levou e ajusta o alvo.
Se os blocos saíram rápido demais, fica mais difícil. Se saíram devagar, fica mais fácil. Num único ajuste, a mudança fica limitada a quatro vezes para cima ou para baixo.
No dia da medição, a dificuldade estava em 132,76 trilhões. Faltavam 918 blocos para o próximo ajuste. Nos últimos 2.016 blocos, saiu em média um bloco a cada 10 minutos e 19 segundos. O ajuste anterior tinha subido 4,16%. Desde o primeiro bloco, a rede já fez 465 ajustes.
O rendimento da mineração não é um salário fixo. Quando entram mais máquinas na rede, a dificuldade sobe no ajuste seguinte. Aí cada máquina passa a achar uma fatia menor. Os números deste texto são uma foto do dia 27/09/2026.
A outra regra é o halving. A cada 210.000 blocos, a quantidade de moedas novas por bloco cai pela metade. Começou em 50 BTC em 2009 e caiu para 25 em 2012. Depois veio 12,5 em 2016. Em 2020 foram 6,25. Desde abril de 2024 são 3,125 BTC. O próximo corte acontece no bloco 1.050.000.
As taxas não cobrem esse corte sozinhas. No dia da medição, elas eram menos de 1% da recompensa. Quando a parte das moedas novas cai pela metade, o rendimento de cada máquina cai quase na mesma proporção.
Existe um limite de cerca de 21 milhões de bitcoins. Se o ritmo continuar parecido, a última fração sai por volta de 2140. Daí em diante, o minerador vive só de taxas.
É possível minerar bitcoin pelo celular?
Não. Nenhum app de celular minera bitcoin dentro do seu aparelho. E a questão não é só de velocidade. As duas lojas de apps não aceitam esse tipo de app.
Em tradução livre, a regra do Google Play sobre mineração diz que apps que mineram criptomoedas no aparelho não são permitidos. Apps que administram mineração feita em outro lugar são aceitos. A Apple segue a mesma linha na regra 3.1.5(ii) das diretrizes da App Store, na versão de 8 de junho de 2026. Lá, o app só pode mexer com mineração se o processamento acontecer fora do aparelho, como na nuvem.
A regra 2.4.2 da Apple vai além. Ela proíbe que apps ou anúncios dentro deles rodem em segundo plano tarefas sem relação com o app. E cita a mineração de criptomoeda como exemplo.
Então o que é aquele saldo que sobe no app de mineração? Não sai de cálculo nenhum do seu celular. Pode ser uma pontuação que o próprio app criou. Pode ser uma recompensa paga com o dinheiro dos anúncios que você assiste. Ou pode ser a sua parte num contrato de mineração em nuvem, que roda em máquinas de outra pessoa.
O mesmo vale para o botão de minerar da Pi Network. Tocar nele não faz conta nenhuma. Ele só registra que você entrou no app naquele dia. Expliquei como isso funciona no texto sobre o que é a Pi Network.
E se o celular pudesse minerar? Não medi a velocidade de nenhum celular. Mas dá para usar o meu PC como teto. Um celular tão rápido quanto ele levaria mais de 23,5 anos para ganhar um satoshi num pool. A bateria e o calor não aguentariam nem uma fração disso.
Quando um app promete minerar bitcoin de graça, pergunte de onde vem o dinheiro. O dinheiro que não vem do celular vem de anúncios, de outros usuários ou de um contrato. E contrato costuma pedir pagamento cedo ou tarde.
Minerar bitcoin no PC: medi no meu computador
Aqui eu testei de verdade. O PC é um Intel Core i5-11400 de 2021, com 6 núcleos e 12 threads. Às 04h03 UTC de 27 de setembro de 2026, peguei o cabeçalho do bloco mais recente da rede. Primeiro conferi se o cálculo dele dava exatamente o hash oficial do bloco.
Depois deixei um programa simples em Python trocando o nonce e calculando o SHA-256 duas vezes, sem parar. Com um núcleo, ele fez 558.434 hashes por segundo. Com todos os núcleos, chegou a 2,44 MH/s. São 2,44 milhões de palpites por segundo.
Python não é a linguagem mais rápida. Por isso medi também o SHA-256 com o OpenSSL no mesmo PC. Por essa medida, o melhor que este processador faria é uns 19,2 MH/s. É 7,9 vezes o resultado do Python.
Parece bastante até comparar com a rede. No mesmo dia, a rede inteira fazia 950,3 EH/s. Isso é 389,5 trilhões de vezes o que o meu PC fez em Python.
O meu PC levaria em média 7,4 bilhões de anos para achar um bloco sozinho. É mais da metade da idade do universo (uns 13,8 bilhões de anos). Com a estimativa otimista, cai para 941,9 milhões de anos.
Num pool, ele levaria mais de 23,5 anos para ganhar um único satoshi. Na estimativa otimista, seriam uns 3,0 anos por satoshi. Para chegar a 1 bitcoin em Python seriam uns 2,4 bilhões de anos.
E tem a luz. O processador gasta até 65 W. Isso dá cerca de 1,56 kWh por dia ligado direto e R$ 1,44 de luz por dia na tarifa média. Para juntar um satoshi em Python, eu pagaria uns R$ 12.348 de luz. E esse satoshi vale menos de meio centavo.
A tabela junta o meu PC, uma placa de vídeo, duas mini máquinas e uma S21. Tudo calculado com a dificuldade e as recompensas de 27/09/2026.
| Equipamento | Palpites por segundo | Sozinho: tempo médio até um bloco | Num pool: ganho por dia |
|---|---|---|---|
| Meu PC, Python (medido) | 2,44 MH/s | 7,4 bilhões de anos | 0,000116 sat |
| Meu PC, melhor estimativa | 19,2 MH/s | 941,9 milhões de anos | 0,000915 sat |
| Placa RTX 4090 (estimativa) | 11 GH/s | 1.642.559 anos | 0,525 sat |
| Bitaxe Gamma | 1,2 TH/s | 15.056,8 anos | 57 sats |
| NerdQAxe++ | 4,8 TH/s | 3.764,2 anos | 229 sats |
| Antminer S21 | 200 TH/s | 90,3 anos | 9.537 sats |
| Rede inteira | 950,3 EH/s | um bloco a cada 10 minutos, em média | — |
E com placa de vídeo? Uma RTX 4090 faz cerca de 22 GH/s de SHA-256 no teste de desempenho do hashcat. O bitcoin passa o cabeçalho duas vezes pelo SHA-256. Então eu estimo metade disso para mineração, uns 11 GH/s. É estimativa minha, não medição. Mesmo assim, uma S21 XP faz o trabalho de umas 24 mil placas dessas.
Até 2022, muita gente minerava Ethereum com placa de vídeo. Em 15 de setembro de 2022, a atualização chamada Merge trocou a mineração do Ethereum por prova de participação. A mineração com placa acabou ali. Hoje quem tem ETH pode fazer staking, que funciona de outro jeito. A história está no texto sobre o que é Ethereum.
Outras moedas ainda são mineradas, cada uma com o seu algoritmo. Litecoin e Dogecoin usam o Scrypt e podem ser mineradas juntas pela mesma máquina, a chamada mineração mesclada. A Kaspa tem algoritmo próprio. Nenhuma delas muda a conta do bitcoin, que não deixa espaço para PC nem para placa de vídeo.
Ver em tamanho maior ↗Máquina de minerar bitcoin: S19, S21 e as mini
Hoje, máquina de minerar bitcoin quer dizer ASIC. É um chip feito para uma única tarefa: calcular o SHA-256 duas vezes e mais nada. Por isso ele é muito mais rápido que um processador comum. A S21 faz uns 82 milhões de vezes o que o meu PC fez em Python.
Nas buscas do Brasil aparecem mais a S19 e a S21, as duas da Bitmain. Muita gente chama a máquina de mineradora. A tabela usa as especificações oficiais dos fabricantes e o rendimento de 27/09/2026.
| Modelo | TH/s | Consumo (W) | J/TH | Rende por dia | Em reais por dia | Anos até 1 BTC |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Antminer S21 XP | 270 | 3.645 | 13,5 | 12.875 sats | R$ 56,29 | 21,3 |
| Antminer S21 Pro | 234 | 3.510 | 15,0 | 11.158 sats | R$ 48,78 | 24,5 |
| Antminer S21 | 200 | 3.500 | 17,5 | 9.537 sats | R$ 41,69 | 28,7 |
| Whatsminer M60S | 188 | 3.478 | 18,5 | 8.964 sats | R$ 39,19 | 30,5 |
| Antminer S19j Pro | 104 | 3.068 | 29,5 | 4.959 sats | R$ 21,68 | 55,2 |
| Bitaxe Gamma | 1,2 | 18 | 15,0 | 57 sats | R$ 0,25 | 4.784,8 |
| NerdQAxe++ | 4,8 | 69,5 | 14,5 | 229 sats | R$ 1,00 | 1.196,2 |
A coluna que mais importa é a de J/TH, joules por terahash. Ela diz quanta energia a máquina gasta para fazer um trilhão de palpites. Quanto menor, menos luz por satoshi. A S19j Pro gasta 29,5 J/TH. É mais que o dobro dos 13,5 J/TH da S21 XP.
Levar uma dessas para casa tem outros custos além da conta. Os cinco modelos grandes da tabela pedem 200 V ou mais, então não ligam numa tomada de 127 V. Em 220 V, os 3.500 W da S21 dão uns 16 ampères o tempo todo. A fiação, o disjuntor e a tomada precisam aguentar isso 24 horas por dia.
Tem o barulho. A S21 Pro e a S21 XP chegam a 76 dB com as ventoinhas no máximo. A própria Bitmain tem uma página de ajuda sobre usar as máquinas em casa. Ali ela avisa que o som fica muito alto e recomenda não ficar no mesmo cômodo com a máquina ligada.
E tem o calor. Quase toda a energia que a máquina consome vira calor. São 3.500 W de calor saindo dela dia e noite, no verão também.
E o preço? Não achei preço oficial das S19 e S21 no site da Bitmain. Nos anúncios, o valor muda de vendedor para vendedor. Quem procura no Mercado Livre acha máquinas novas e usadas com preços muito diferentes, e eu não conferi esses anúncios. O único preço oficial que achei foi o da Whatsminer M60S, US$ 1.692 na loja do fabricante em 27/09/2026. Isso sem frete e sem os custos de importação.
E as mini máquinas? A mais conhecida é a Bitaxe Gamma, um projeto de código aberto que usa o mesmo chip da S21 Pro. Ela faz cerca de 1,2 TH/s e funciona com fonte de 5 V. Segundo uma loja que vende o modelo, ela gasta uns 18 W e faz de 35 a 40 dB. O preço vai de US$ 61 a 72.
A NerdQAxe++ usa quatro chips desses e faz uns 4,8 TH/s com 69,5 W. Na mesma loja, sai de US$ 189,99 a 237,99. As duas cabem em cima da mesa e fazem bem menos barulho que uma S21.
Só que elas não pagam a luz com sobra. Num pool, a Bitaxe renderia 57 satoshis por dia. Dá uns R$ 0,25. A luz dela sai por R$ 0,40 por dia na tarifa média. Essas máquinas costumam ser usadas para mineração solo, em que você tenta achar um bloco inteiro sozinho.
Quanto rende uma máquina de minerar bitcoin por mês
Dá para calcular o rendimento de qualquer máquina com três números. Quanto 1 TH/s rende por dia, quantos TH/s a máquina faz e quanto custa a luz dela.
O primeiro número é igual para todo mundo. Peguei a recompensa média dos últimos 1.008 blocos e a dificuldade do dia. Cada TH/s rendia 47,68 satoshis por dia em 27/09/2026. Isso dava uns R$ 0,21. Esse valor sobe e desce com a dificuldade e com o preço do bitcoin.
Rendimento por dia = 47,68 sats × TH/s da máquina.
Luz por dia = watts × 24 ÷ 1.000 × preço do kWh.
Ponto de equilíbrio = rendimento do dia em reais ÷ kWh do dia.
Veja a S21. São 200 TH/s vezes 47,68. Dá perto de 9.537 satoshis por dia. Em reais são R$ 41,69. Ela gasta 3.500 W, que em 24 horas somam 84 kWh. A luz do dia sai por R$ 77,36 na tarifa média.
Ela perde uns R$ 35,67 por dia ligada. Se a luz de um dia custa mais do que a máquina rende nesse dia, cada dia ligada é prejuízo. Não adianta esperar o fim do mês para ver se compensa.
O ponto de equilíbrio é o preço do kWh em que a luz empata com o rendimento. Para achar, divida o rendimento do dia pelos kWh do dia. Na S21, dá R$ 0,50 por kWh. Compare com a sua conta. A decisão é sua, mas o número não muda.
A tabela faz a mesma conta para um mês de 30 dias, com a máquina ligada direto. A dificuldade e o preço são os de 27/09/2026, parados.
| Modelo | kWh no mês | Luz no mês (R$ 0,921/kWh) | Rende no mês | Empata com a luz até |
|---|---|---|---|---|
| Antminer S21 XP | 2.624 | R$ 2.417 | R$ 1.689 | R$ 0,64 |
| Antminer S21 Pro | 2.527 | R$ 2.328 | R$ 1.463 | R$ 0,58 |
| Antminer S21 | 2.520 | R$ 2.321 | R$ 1.251 | R$ 0,50 |
| Whatsminer M60S | 2.504 | R$ 2.306 | R$ 1.176 | R$ 0,47 |
| Antminer S19j Pro | 2.209 | R$ 2.034 | R$ 650 | R$ 0,29 |
Então quanto rende uma máquina de minerar bitcoin por mês? A S21 XP é a mais eficiente da tabela e rende uns R$ 1.689 brutos. Mas ela só paga a própria luz com o kWh abaixo de R$ 0,64. Nenhuma das cinco chega perto da tarifa média do Brasil.
A S19j Pro é a primeira a cair. Ela faz metade dos palpites da S21 gastando quase a mesma luz. O ponto de equilíbrio dela fica em R$ 0,29 por kWh. É menos de um terço da tarifa média.
E sempre chega modelo novo. Segundo um site do setor, a MicroBT apresentou a linha M70 em dezembro de 2025. Ela tem versões de 14,5 e 13,5 J/TH. Máquinas mais eficientes entram na rede, a dificuldade sobe e o ponto de equilíbrio das antigas desce mais um pouco.
Essa conta ainda deixa de fora o preço da máquina, a refrigeração, o barulho, os consertos e a taxa do pool. Com tudo isso junto, o preço de kWh que empata fica ainda mais baixo.
Quanto custa minerar 1 bitcoin no Brasil
Dá para responder em reais. A S21 levaria 28,7 anos para juntar 1 bitcoin com a dificuldade de 27/09/2026. Nesse tempo, ela gastaria 880.824 kWh. Isso dá R$ 811.239 de luz na tarifa média de R$ 0,921.
No mesmo dia, 1 bitcoin custava R$ 437.190 para comprar. Minerar sai quase o dobro, e isso sem contar a máquina. Com a bandeira vermelha 2, a luz de 1 bitcoin passa de R$ 880.621.
A bandeira tarifária mexe nessa conta. É um valor extra cobrado a cada 100 kWh. A ANEEL aciona a bandeira quando gerar energia fica mais caro. Na verde não tem extra. Na amarela são R$ 1,885 a cada 100 kWh. Na vermelha 1 são R$ 4,463. Na vermelha 2 são R$ 7,877.
A S21 consome 2.520 kWh por mês. São 25,2 blocos de 100 kWh. Na vermelha 2, isso soma R$ 199 a mais por mês só de bandeira. Para quem pensa em minerar, a cor da bandeira pesa.
A ANEEL manteve a amarela de maio a setembro de 2026 e anunciou a verde para outubro. A bandeira muda de um mês para o outro, então confira a da sua conta.
| Bandeira | Acréscimo a cada 100 kWh | Tarifa com a bandeira | Luz da S21 no mês | Luz para minerar 1 BTC |
|---|---|---|---|---|
| Verde | sem acréscimo | R$ 0,921 | R$ 2.321 | R$ 811.239 |
| Amarela | R$ 1,885 | R$ 0,940 | R$ 2.368 | R$ 827.842 |
| Vermelha 1 | R$ 4,463 | R$ 0,966 | R$ 2.433 | R$ 850.550 |
| Vermelha 2 | R$ 7,877 | R$ 1,000 | R$ 2.519 | R$ 880.621 |
| Comprar 1 BTC em 27/09/2026 | R$ 437.190 | |||
A tarifa-base é a média com impostos do GlobalPetrolPrices, e somei a bandeira em cima dela. A conta supõe a máquina sozinha no relógio de luz. Na vida real, a casa já consome e a S21 entra por cima.
Tem outro jeito de ver a mesma coisa. Pegue os R$ 2.321 da luz da S21 num mês e compre bitcoin com eles no preço de 27/09/2026. Dá 530.872 satoshis. A máquina minera 286.110 satoshis no mesmo mês. Quem compra fica com 1,86 vezes mais e não gasta com a máquina.
Com a tarifa média do Brasil, comprar sai mais barato que minerar. Se preferir esse caminho, estas corretoras vendem bitcoin.
Binance
Bybit
OKX
Gate.io
Aviso de afiliados: alguns links são de parceiros. Podemos receber uma comissão sem custo extra para você. Isto não é recomendação de investimento.
Tenho um passo a passo de como comprar bitcoin e uma comparação das melhores corretoras de criptomoedas. Minerado ou comprado, o bitcoin precisa ficar num lugar seguro. Veja como escolher uma carteira de criptomoedas e o que uma carteira de hardware protege de verdade.
Energia solar ou luz do Paraguai mudam a conta?
Mudam uma parte. Energia solar e luz barata mexem no preço do kWh. Não mexem no preço da máquina, no barulho, no calor nem na dificuldade.
Com painel solar, a pergunta passa a ser quanto vale o kWh que você gera. Se a sobra do sistema vira crédito na conta de luz, cada kWh que a máquina gasta é um crédito a menos. Então o custo dele é o valor desse crédito, e não zero.
Tem ainda o horário. O painel só gera de dia, e a máquina roda 24 horas. À noite, a S21 puxa os mesmos 3.500 W da rede ou de uma bateria. Ela pede 84 kWh por dia, 2.520 kWh por mês. O sistema teria que gerar tudo isso só para ela, além do que a casa já usa.
Mesmo com luz de graça, sobra o preço da máquina. Pegue a M60S, que tem preço oficial. Com kWh a custo zero e com a dificuldade e o preço parados, ela levaria uns 224 dias para devolver os US$ 1.692 da loja. Na prática a dificuldade não fica parada, então esse prazo tende a crescer.
E o Paraguai? A fama vem da luz barata. O GlobalPetrolPrices de dezembro de 2025 mostra o kWh residencial de lá a US$ 0,068 em média. Dá uns R$ 0,35. Para o Brasil, a mesma fonte mostra US$ 0,18.
Com a tarifa paraguaia, a S21 gastaria US$ 5,71 de luz por dia. E renderia US$ 8,05. Sobrariam US$ 2,34 por dia. Dá uns R$ 12,13. É o único país da tabela em que a S21 paga a própria luz com a tarifa média residencial.
A tabela está em dólar para comparar os países na mesma moeda. O rendimento é o de 27/09/2026.
| País | Tarifa média | Luz da S21 por dia | Rende por dia | Saldo do dia |
|---|---|---|---|---|
| Paraguai | US$ 0,068 | US$ 5,71 | US$ 8,05 | sobra US$ 2,34 |
| Argentina | US$ 0,102 | US$ 8,57 | US$ 8,05 | falta US$ 0,52 |
| México | US$ 0,121 | US$ 10,16 | US$ 8,05 | falta US$ 2,11 |
| Brasil | US$ 0,180 | US$ 15,12 | US$ 8,05 | falta US$ 7,07 |
| Estados Unidos (EIA, julho de 2026) | US$ 0,183 | US$ 15,38 | US$ 8,05 | falta US$ 7,33 |
| Uruguai | US$ 0,258 | US$ 21,67 | US$ 8,05 | falta US$ 13,62 |
| Chile | US$ 0,288 | US$ 24,19 | US$ 8,05 | falta US$ 16,14 |
Mesmo no Paraguai, a sobra do dia é pequena perto do preço de uma máquina. E aqui só entra a tarifa. Contrato, instalação e o resto da operação no exterior não entram porque não medi nada disso. Tarifas e condições de contrato mudam de um lugar para outro, então confira sempre a tabela da distribuidora da sua região.
Ver em tamanho maior ↗Pool de mineração ou mineração solo?
Minerando sozinho, você só recebe quando a sua máquina acha um bloco inteiro. Com uma S21, isso acontece em média uma vez a cada 90,3 anos. Por isso existe o pool de mineração, um grupo que soma a taxa de hash de muita gente e divide o que ganha.
No pool, a sua máquina manda provas de trabalho chamadas shares. São hashes que não acham um bloco, mas passam de um alvo mais fácil que o pool define. Elas mostram quanto você trabalhou. O pool paga conforme essas provas.
Cada pool tem um jeito de pagar. No FPPS o pool paga cada share na hora, achando ou não o bloco. Esse pagamento inclui a parte das moedas novas e uma média das taxas da rede. No PPLNS, você só recebe quando o pool acha um bloco. O valor é dividido pelas shares mais recentes.
O PPS+ fica no meio do caminho. A parte das moedas novas é paga fixa por share. As taxas seguem os blocos que o pool achou de fato.
O Binance Pool paga em FPPS, com taxa de 4%. Não tem valor mínimo de saque. O pagamento cai uma vez por dia na conta da Binance, entre 2h e 10h UTC. No horário de Brasília, isso é entre 23h e 7h.
O F2Pool cobra 4% no FPPS ou 2% no PPLNS e paga a partir de 0,005 BTC. O ViaBTC cobra 4% no PPS+ ou 2% no PPLNS e faz saque automático a partir de 0,001 BTC.
Quem acha mais blocos? Contei o último ano de blocos no mempool.space, 52.216 no total. Os dois maiores pools ficaram com 46,3% dos blocos. Os cinco maiores ficaram com 77,4%. Ao todo, 32 pools acharam pelo menos um bloco.
| Pool | Blocos no último ano | Fatia dos blocos |
|---|---|---|
| Foundry USA | 14.802 | 28,35% |
| AntPool | 9.395 | 17,99% |
| F2Pool | 6.460 | 12,37% |
| ViaBTC | 5.124 | 9,81% |
| SpiderPool | 4.640 | 8,89% |
| MARA Pool | 2.593 | 4,97% |
| SECPOOL | 2.173 | 4,16% |
| Luxor | 1.632 | 3,13% |
| Binance Pool | 1.099 | 2,10% |
| Serviços de mineração solo (somados) | 22 | 0,042% |
A contagem é de 27/09/2026. O Binance Pool achou 1.099 blocos no período. Isso é 2,1% do total.
E a mineração solo? É minerar sem dividir com ninguém. Se a sua máquina achar o bloco, a recompensa inteira é sua. São uns 3,1468 BTC. Se não achar, você não recebe nada. Não importa quantos dias passem.
A chance de uma Bitaxe Gamma achar um bloco num ano é de 0,0066%. Dá em média um bloco a cada 15.056,8 anos. A NerdQAxe++ tem 0,0266% por ano. Até a S21 XP (a mais rápida da tabela) fica em 1,48% por ano.
Ainda assim, acontece. No último ano, os serviços de mineração solo que o mempool.space identifica acharam 22 blocos. O Solo CK achou 10, o Public Pool achou 7 e o Parasite achou 5. Não dá para saber que máquinas estavam por trás de cada um.
Por isso a mini máquina costuma ser hobby. A luz é pouca, você ajuda a espalhar a mineração pela rede e acompanha a sua chance numa tela. Na média, ela não dá renda.
Mineração em nuvem é confiável?
Na mineração em nuvem, você paga por um prazo combinado para receber o rendimento de uma parte da taxa de hash de uma empresa. Ou seja, você compra um contrato, não uma máquina. Você não vê o equipamento e depende do que a empresa informa.
O rendimento segue as mesmas regras de uma máquina em casa. A luz e a manutenção saem primeiro. Quando a dificuldade sobe, o rendimento cai. Se o contrato tem custo fixo por dia, a conta pode ficar negativa no meio do prazo.
A Binance já ofereceu mineração em nuvem pelo Binance Pool. Pelo FAQ oficial de 28 de outubro de 2022, você pagava na compra o aluguel da taxa de hash e a luz. Os dois eram cobrados por TH/s e por dia. Tudo saía de uma vez, direto da carteira spot.
O rendimento caía todo dia na carteira de financiamento, com taxa de pool de 4%. Não consegui confirmar se o produto está à venda hoje. Se tiver interesse, veja a disponibilidade e as condições na tela do Binance Pool.
Nos casos de fraude com mineração em nuvem, o padrão se repete. A empresa vende muito mais taxa de hash do que tem. Os primeiros clientes recebem com o dinheiro dos que entram depois. Quando a entrada de dinheiro para, os pagamentos param junto.
Por isso os sinais para desconfiar se parecem de um caso para outro. A tabela mostra os que mais aparecem e como conferir cada um.
| Sinal | Por que desconfiar | Como conferir |
|---|---|---|
| Rendimento fixo prometido todo dia | A mineração muda com a dificuldade e com o preço. Ninguém controla isso. | Pergunte o que acontece com o seu ganho quando a dificuldade sobe. |
| Bônus por indicar amigos | O dinheiro de quem entra pode estar pagando quem já está. | Veja se o ganho maior vem de indicação ou de mineração. |
| Taxa para liberar o saque | Quem guarda o seu saldo pode descontar a taxa dele. | Não pague nada para sacar. |
| Mineração grátis | Alguém paga a luz. Se não é você, o dinheiro sai de outro lugar. | Descubra de onde vem o pagamento. |
| Máquina que você não pode ver | Não dá para saber se ela existe. | Peça o nome do pool e o painel com a taxa de hash do seu contrato. |
| Robô no Telegram | Não tem empresa, contrato nem endereço por trás. | Procure quem responde pela empresa e onde ela fica. |
Rendimento diário fixo, bônus por indicação e cobrança antes do saque são sinais de golpe conhecidos. Um sozinho já pede cuidado. Os três juntos pedem distância.
Não estou dizendo que toda empresa de nuvem é golpe. O ponto é que, sem ver a máquina, você não tem como conferir. Reuni os padrões num guia de golpes com criptomoedas. Se você já caiu num, veja o que dá para fazer em recuperar cripto de golpe.
Por que a mesma máquina rende menos a cada ano
Em 3 de janeiro de 2009 saiu o primeiro bloco, o bloco gênese. A dificuldade era 1. Satoshi Nakamoto e os primeiros participantes mineravam com o processador de um PC comum. Conto essa fase no texto sobre a carteira do Satoshi.
Em 2010 veio a placa de vídeo. Laszlo Hanyecz minerava com GPU e pagou 10.000 BTC por duas pizzas em 22 de maio de 2010. Em 1º de outubro daquele ano apareceu o primeiro programa aberto de mineração em OpenCL. Em maio de 2011 surgiu o primeiro minerador FPGA de código aberto.
Em 19 de janeiro de 2013, a Avalon mandou as primeiras 300 máquinas ASIC. Cada uma fazia 60 GH/s e custava US$ 1.299. Uma S21 de hoje faz uns 3,3 mil vezes isso.
A cada máquina mais rápida que entra, a dificuldade sobe no ajuste seguinte. Resultado: o mesmo 1 TH/s rende cada vez menos satoshis. Calculei esse valor ano a ano, com a dificuldade e a recompensa média de cada época.
| Ano | Satoshis por TH/s por dia (média do ano) | Em dólar, na época |
|---|---|---|
| 2016 | 218.571,9 | US$ 1,129 |
| 2017 | 42.953,0 | US$ 1,287 |
| 2018 | 6.153,2 | US$ 0,491 |
| 2019 | 3.183,5 | US$ 0,224 |
| 2020 | 1.125,2 | US$ 0,122 |
| 2021 | 674,7 | US$ 0,319 |
| 2022 | 426,3 | US$ 0,123 |
| 2023 | 265,6 | US$ 0,075 |
| 2024 | 104,0 | US$ 0,065 |
| 2025 | 50,0 | US$ 0,051 |
| 2026 | 47,1 | US$ 0,034 |
Há cinco anos (em 27 de setembro de 2021) cada TH/s rendia 672,1 satoshis por dia. Em 27/09/2026, eram 47,68. É uma queda de umas 14 vezes em satoshis. O melhor dia em dólar foi 22 de dezembro de 2017. Cada TH/s rendeu US$ 3,61 por dia.
O halving corta de uma vez. Nos 30 dias antes do halving de 11 de maio de 2020, 1 TH/s rendia em média 1.648 satoshis por dia. Nos 30 dias depois, 935. No halving de 20 de abril de 2024, caiu de 158 para 93.
São duas forças que só empurram para um lado. A dificuldade sobe quando entram máquinas. E a parte das moedas novas cai pela metade a cada 210.000 blocos. Em satoshis, uma máquina costuma render mais nos primeiros meses do que nos seguintes.
O preço do bitcoin pode compensar isso em reais, ou não. Ninguém sabe prever. Quem compra uma máquina está apostando nisso, mesmo sem perceber.
Minha opinião
Medir não mudou muito o que eu achava. Mas agora tenho os números. PC e celular nem entram na conta. O meu PC levaria mais de 23,5 anos para ganhar um satoshi num pool. Numa máquina ASIC, quem decide é a conta de luz. E achar um bloco sozinho acontece de verdade: foram 22 vezes no último ano.
Este texto serve para três pessoas. Quem está para instalar um app de mineração no celular. Quem pensa em comprar uma S19 ou uma S21 para rodar em casa. E quem só queria entender o que a rede faz o dia inteiro.
O que mais me deixa desconfiado são os apps e contratos que prometem mineração grátis ou ganho todo dia. Quem tem taxa de hash para vender e sabe que ela dá lucro poderia usar para si. Quando alguém promete lucro a você, pergunte por que essa pessoa não fica com ele.
Tem casos em que a conta muda, e eles são reais. Quem tem luz muito barata ou sobra de energia solar sem outro uso. Quem aproveita o calor da máquina para aquecer um cômodo no inverno do Sul, no lugar de um aquecedor. E quem roda uma mini máquina solo por gosto e para ajudar a espalhar a mineração, sabendo que a chance é pequena.
Nesses casos, faça a conta com a sua tarifa e o rendimento do dia. A fórmula está lá em cima e não muda. O que muda são a dificuldade e o preço, e eu não sei o que eles vão fazer daqui para a frente.
Um aviso sobre este site: usamos links de indicação (afiliados) das corretoras. Se você abrir conta por eles, podemos receber uma comissão sem custo extra para você. Isso não mudou nenhum número deste texto.








